Seminário de Verão da Association Lacanienne International

Participou do Seminário de Verão realizado em Paris, de 27 a 30 de agosto, a Vice-coordenadora Maria Lúcia Lima de Queiroz Santos. O Seminário de Lacan discutido no Evento foi o seminário XXI, LES NON-DUPES ERRENT... O tema do próximo ano será o Seminário  XXII, RSI.

Mesa Redonda sobre Literatura e Psicanálise

O CENTRO DE ESTUDOS FREUDIANOS DO RECIFE realizou no dia 31 de Maio passado, no Auditório da Faculdade de Ciências Humanas ESUDA, uma Mesa Redonda sobre Literatura e Psicanálise, da qual participaram a Profª. Flávia Suassuna, a Psicanalista Irma Chaves e o professor Lourival Holanda. O argumento proposto por uma das organizadoras do evento, a psicanalsita Alice Myrtes de Aguiar, foi o seguinte:  As mutações sociais são reveladoras do declínio da função paterna. Há um desgaste ou apagamento das referências fundadoras do social, da família e da constituição dos saberes. Como a literatura expressa e se expressa nesse processo de dessimbolização? Em que se fundamenta para narrar sentimentos e relações na atualidade? A literatura renovou ou toma como referência modelos antigos?

XXXIV Jornada do Círculo Psicanalítico de Pernambuco

O CENTRO DE ESTUDOS FREUDIANOS DO RECIFE esteve presente na XXXIV Jornada do Círculo Psicanalítico de Pernambuco, realizada nos dias 28,29 e 30 de Maio passado. As psicanalístas Maria Emília Lapa e Maria Lúcia de Queiroz Santos apresentaram os trabalhos: Considerações sobre as incidências psíquicas da mutação do laço social e O fim da transcendência e seus efeitos sobre a organização social, respectivamente.

"ADOLESCÊNCIA: O QUE ESTÁ CLÍNICA PODE ENSINAR AOS PSICANALISTAS"

“(...) se o Outro do lactende deve ser referido à Mãe e o Outro do édipo aos pais, o Outro do adolescente está imaginariamente ligado ao Outro sexo”

Jean – Jacques Rassial

O Adolescente e o Pisicanalista

Este grupo funciona na 2ª e 4ª segunda–feira, das 19:15h às 20:45h. no CEF – Recife, tendo como respondentes:  Josilene Xavier e Maria de Fátima Belo de Morais.

O grupo iniciou seus estudos em fevereiro deste ano com o texto de Jean Marie Forget – Os sintomas não são mais sintomas – pág 177 do livro A criança e o adolecente no século XXI  - Desafios psicanalíticos, políticos e sociais - Org. Centro de Estudos Freudianos do Recife.

Destacamos parte inicial deste texto: “ (...) O estado atual de permissividade que veicula o discurso social não sustenta para cada um os interditos interiores que impõe, para a vida social, diferir a busca de uma satisfação imediata e que ordenam o caráter inapreensível do objeto do desejo que nos anima. Bem ao contrario, a lógica atual do discurso social, até mesmo familiar, mantém a ilusão de que o objeto de satisfação seria direta e imediatamente acessível, quer seja pelo viés do consumo ou por aquele da tecnologia.”

O grupo segue seus estudos com a leitura do livro de Rassial – o Adolescente e o psicanalista – Na introdução o autor coloca:  (muito mais do que: “ o que é que a psicanálise nos ensina sobre a adolescencia,”  minha questão é: “Como os adolescentes me obrigam a interrogar minha relação com a psicanálise, atrapalham meu saber, quer seja teóricio ou prático?”)

É importante enfatizarmos que além dos textos e livros estudados o grupo também é enriquecido com discussões de fragmentos de alguns casos clinicos trazidos pelos componentes do grupo.

“(...) O adolescente é canhestro,  desajeitado, a ponto de ter medo de ser. Seu corpo se transformou, por uma parte, sexualizado; por outra parte, a mesma parte ...Entregue ao olhar. Ele se fixa, apoia-se sobre esteriótipos repetidos, ou ele se exibe em excesso desajeitadamente, às vezes até à violência, violência oferecida ao olhar como um humor que mascara o embaraço e vem soar falso...”

Jean – Louis  Chassaing

Texto Corpo e Linguagem – Livro Adolescente, Sexo e Morte – CMC Editora.

GRUPO: A TRANSFERENCIA NA OBRA DE LACAN

Este grupo, em fase de conclusão. Está focalizado no estudo da transferência, tal como ela é abordada por Lacan no Seminário VIII.

Ele inicia o Seminário falando da temática do Amor (sabemos como Freud fala em seu artigo de 1912, do amor de transferência), utilizando-se do Banquete, de Platão. Diz Lacan: “O problema do amor nos interessa na medida em que nos vai me permitir compreender o que se passa na transferência – e, até certo ponto, por causa da transferência (p. 43) [...] em sua essência, o amante e o amado, observem que não há coincidência. O que falta a um não é o que existe, escondido no outro. Aí está todo o problema do amor” (p. 46). Em seguida, ele trata sobre o objeto do desejo, a questão da castração – a impossível completude aspirada pelo ser humano da qual fala o mito do andrógeno, e seu caráter esférico, exposto por Aristófanes. Lacan faz um desvio pela literatura, através da trilogia de Paul Claudel, tentando mostrar o mito de Édipo hoje e a tragédia do desejo. Finalmente ele vai situar a posição do analista na análise, articulando-a com a posição de Sócrates no Banquete, quando este diz para Alcebíades: “Tudo o que você diz a mim é para ele (indicando Agaton). Lacan finaliza dizendo: “Aí está a função do analista com aquilo que ela comporta de um certo luto” (p. 381).

Informamos que durante o próximo mês de julho, quando o CEF estará de “férias”, faremos uma retomada do Seminário VIII, destacando os pontos essenciais trabalhados por Lacan. Encontros semanais, quartas-feiras, das 18.30 ás 20.30 h. Oportunamente informaremos a data de início do estudo do Seminário: Os quatro conceitos fundamentais da Psicanálise.

Atenciosamente

Maria Lucia de Queiroz Santos

GRUPO DE LEITURA DE TEXTOS LITERÁRIOS E FILOSÓFICOS

Temos visto como Freud e Lacan remetem frequentemente o leitor a testos literários e filosóficos, para destacarmos apenas dois dos sabores com os quais eles estabelecem uma interlocução. Os psicanalistas contemporâneos são também extremamente articulados com os mais diversos domínios da cultura, de modo que ler psicanálise implica leituras paralelas, muitas vezes desconhecidas.

Estes grupo surgiu exatamente da necessidade de tentar suprir um pouco essa carência. Considerando a dimensão trágica da experiência psicanalítica, na medida em que gira em torno do desejo – cujas vias escapam ao conhecimento ordinário, à mestria habitual e remete a dimensão do enigma – decidimos iniciar o nosso grupo tentando situar o trágico no campo ao qual regularmente o associamos, qual seja, o da tragédia, embora notando que a noção de trágico implica uma amplitude bem maior que a do gênero literário da tragédia, e que ‘os gregos compuseram tragédias, não falaram do trágico’ (ronnet apud Malhadas, 2003, pag. 37). Posteriormente seguimos o percurso dessa autora, onde ela tece comentários sobre a definição dada a tragédia, pós Aristóteles, na Poética, e da uma visão geral das tragédias gregas, dos ciclos das mesmas e dos principais tragediógrafos (Sófoeles Esquilo e Eurípedes), abordando aspectos rápidos de suas respectivas biografias.

Para uma abordagem inicial, selecionamos os seguintes textos:

• A Trilogia de Sófocles: Édipo Rei, Édipo em Colona e Antígona
• O Banquete, de Platão
• O Menon, de Platão
• O Parmênides, de Platão
• A Ética a Nicômaco, de Aristóteles
• O Hamlet, de Shakespeare
• O Mercador de Veneza, de  Shakespeare
• As Meditações, de Descartes
• O Discurso do Método, de Descartes
• A Crítica da Razão Prática, de Kant
• Capítulo IV da fenomenologia de Espírito, de Hegel
Este grupo acontece nas 4ªs quartas-feiras, das 18:30 às 20:00 horas.

Maria Lúcia de Queiroz Santos  - Respondente

Página 2 de 2